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Professor da FAHESP/IESVAP escreve artigo com parceria Internacional

O artigo mostra o efeito de substancia isolada de pimenta contra a esquistossomose.

O docente e coordenador adjunto do curso de medicina da faculdade FAHESP/IESVAP, Dr. Yuri Dias Macedo Campelo, publicou como autor principal um artigo internacional que mostra a ação de uma substancia que se encontra em várias espécies de pimenta contra o parasita que causa a esquistossomose, mais conhecida no Brasil como barriga d’água. A pesquisa foi publicada na revista suíça Journal Internacional Molecular Science - https://doi.org/10.3390/ijms19061802 - e fez parte do doutoramento do docente dentro da Rede Nordeste de Biotecnologia.

Este tipo de trabalho revela a importância dos produtos naturais na busca de soluções para a saúde como neste caso ação antiparasitária. A piplartina – substancia encontrada em plantas da família Piperaceae - se mostrou inclusive mais potente que alguns análogos sintéticos derivados a partir dela, pois apesar destes análogos terem sido menos citotóxicos a células de linhagens de mamíferos como macrófagos e fibroblastos, também diminuiu o feito contra o causador da doença contagiosa.

 

Docente Dr. Yuri Dias em Brasília na UnB durante os experimentos com citometria de fluxo para avaliar a toxicidade da piplartina e seus análogos, a direita.

Esquistossomose é a infecção causada por parasitas sanguíneos do gênero Schistosoma, no Brasil a espécie causadora e o Schistosoma mansoni, adquiridos transcutaneamente ao nadar ou entrar em contato com águas contaminadas. A doença afetou cerca de 252 milhões de pessoas em todo o mundo em 2015, comum na África, bem como a Ásia e a América do Sul. Em torno de 700 milhões de pessoas, em mais de 70 países, vivem em áreas com chances de contaminação.

A pesquisa foi coordenada pelo professor Dr. Jose Roberto Leite, hoje professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, orientador de doutorado na altura de Yuri Dias, mas se trata de um projeto multidisciplinar com envolvimento de pesquisadores de várias instituições do Brasil e de Portugal.

Neste sentido, podemos destacar a participação do professor Dr. Massuo Kato do Instituto de química da USP, que estuda a piplartina a muitos anos e também foi responsável pela coordenação dos análogos sintéticos e o Dr. Josué de Moraes coordenador do Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas, especialista em esquistossomose e pioneiro em apontar esta substancia para uma aplicação nesta doença.  

Yuri dias, frequentou laboratórios de Brasília, Piaui e São Paulo para concluir seu trabalho que hoje ganha projeção. Entretanto, a pesquisa completa contou com participação do Biotec/UFPI em Parnaíba, Laboratório de Nanobiotecnologia da UnB, Laboratório de Imunologia da Faculdade de medicina da UnB, Instituto de Física de São Carlos da USP e de instituições portuguesas como o Instituto Superior de Engenharia do Porto, ISEP e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, i3s ambos localizados na cidade do Porto, em Portugal. 

Parcerias durante o projeto, a esquerda, a investigadora Alexandra Plácido, no Laboratório de Bioquímica do i3s, no Porto a preparar a amostra para análises químicas, o intuito era perceber que a relação entre a estrutura e a função das moléculas. Hoje Alexandra como CEO da Bioprospectum, uma spin-off do instituto que pretende realizar parceria com a FAHESP/IESVAP em outros projetos de inovação. A direita um dos mentores do projeto, Dr. Massuo Kato do Instituto de Química da USP em uma de suas expedições que coordena para buscar na natureza espécies de pimenta para identificação de novas moléculas como a piplartina nos estudos de prospecção. 

            Dentro deste contexto podemos ressaltar a importância das parcerias e da inserção das Universidades neste contexto de desenvolvimento, a inclusão de alunos e professores e determinante para a uma formação solida do conhecimento e valores sociais. A internacionalização das pesquisa, os intercâmbios entre instituições podem diminuir fronteira e promover trocas de experiência que vão além da pesquisa em si.


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